Tinha chegado tarde a Balassagyarmat, uma pequena, cinzenta e triste cidade na Hungria. Uma cidade tipicamente húngara, se excluirmos Budapest da equação.
Passei pelo bar, tomei um aperitivo e, em seguida, fui jantar. Goulash, "para variar", e uma garrafa de tinto. Uma bela pomada... Tão bom que acabei com a garrafa, apesar de estar sozinho.
Subi, e estava no quarto, sentado na cama a ver o noticiário da CNN, quando dei com o quadro na parede. Uma rapariga vestida só com um cinto de ligas, a olhar para trás.
A pose, com a mão esquerda levantada, fez-me lembrar quando, momentos antes, a empregada do bar poisou a mão na garrafa de Glenfiddich e se virou para trás para confirmar que era aquilo o que eu tinha pedido.
Quanto mais olhava para o quadro, mais real me parecia. Não sei se era do tinto, mas às tantas era capaz de jurar que a rapariga do quadro sorria para mim.
Subitamente, senti uma vontade irreprimível de ir tomar outro whisky e dei por mim com um tesão do caraças.

3 comentários:
Mais um caso de Priapismo!
Foi do goulash... de certeza!
E ainda hoje o dono não sabe quem é que fez o buraco no quadro :-)
Enviar um comentário